CONSIDERAÇÕES SOBRE   EDUCAÇÃO

10 de julho de 2017

Cãominhada ou aerominhada?

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Cãominhada  ou aerominhada?

Caminhando pela avenida da praia juntamente com vários cães, cachorrinhos e cachorrões num evento tipicamente canino, lembrei-me de uma cachorrinha que provavelmente inspirada pelo filme SEMPRE AO SEU LADO,  resolveu  que ficar longe da sua família era algo impossível e impensável.

A família também não queria ficar afastada de sua querida PUCCA, por isso ao optar por viver em Israel, tomaram todas as precauções e seguiram todas as exigências  das companhias aéreas para que ela os acompanhasse na viagem  dentro da cabine, junte aos familiares, embora adormecida.

A primeira parte da viagem São Paulo Istambul, foi tranquila,  Pucca dormiu como um anjo, bem próxima da família. Entretanto,  houve troca de aeronave para  Tel Aviv  e aí não permitiram que ela continuasse acompanhando a família.Foi obrigada a ir no transporte de carga. É verdade, barrada no embarque. Muitos intérpretes, muita discussão, muitos artigos de lei mencionados e formulários apresentados, mas sem sucesso. Pucca  teve que ir para o compartimento de carga.

O que a companhia não sabia, é que não se separa uma família. E Pucca, não admitiu a separação. Mesmo sendo sedada, não se conformou. Ninguém segura um cãozinho obstinado.

A família inquieta em seus assentos começou a ouvir os latidos de Pucca e tinham a nítida sensação de que era ela  se movimentando no compartimento de carga. As aeromoças garantiram que não era possível, além de estar adormecida ainda estava na casinha própria para o transporte.

Angústia geral para todos. Viagem longa quase interminável…… dois séculos separaram   as duas cidades…sem pleonasmo, podem entrevistar a família. Certamente, responderão que, ao invés de aproximadamente duas horas, levaram 200 anos.

Finalmente, aterrissaram e com certeza os olhos e o coração da família desembarcaram primeiro e rapidamente buscando  encontrar Pucca. Esperar….esperar ………..todas as malas foram entregues e nada da Pucca aparecer, Até que surgem  dois seguranças  cercando  uma  oficial com uma cachorrinha  fofinha como algodão   no colo, porém não era branquinha. Na verdade, estava pretinha de tanta sujeira  do compartimento de carga e, parecia muito arredia ou  rebelde reclamando muito pela separação. Pucca não só se soltara como andara tanto no compartimento que deve ter  deixado  tudo limpinho. Em contrapartida, Pucca parecia ter trocado de cor!!! Deve ter dado  um trabalhão para apanhá-la.

Ah, o que não se faz para ficar junto à família.  E o trauma? Bem, se houve trauma não sei, mas  sei que hoje em dia ela já está  fluente em Hebraico.

 

 



8 de maio de 2017

Filosofando no estudo do meio

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Acredito que escolas não devem fazer passeios ou excursões sem um objetivo bem definido e uma proposta pedagógica embasando a saída da escola. Mesmo com tudo isso, há sempre elementos surpresa que surgem onde menos se espera.

Ao acompanhar alunos e professores de ciências ao Aquário de São Paulo, deparamo-nos com um jacaré albino isolado dos outros. A monitora nos explicou que ele fica separado porque não pode pegar sol e como o teto do outro recinto é aberto, ele tem que ficar neste outro isolado, mas sem sol.

Fique um bom tempo admirando o jacaré e perguntava aos alunos que por ali passavam:

- Vocês não acham que ele se sente só?

-Será justo, só porque ele é diferente?

- Como você se sentiria?

-É um caso de bullying?

Fui fazendo essas perguntas para despertar nos alunos alguns sentimentos. Gradativamente, fui colocando-os no lugar do animal. E ajudando-os a pensar em como seria viver assim isolado. Deixei-os  pensando no assunto enquanto tiravam fotos.

De volta à escola, este foi  um tema a ser trabalhado na aula de redação. Foi aberta uma discussão sobre a questão da  solidão e da inclusão.  Fizemos uma transposição para nossa  vida  cotidiana para só depois apresentar a proposta da criação do texto. Os alunos poderiam criar uma fábula ou uma história  contada pelo jacaré albino na posição de narrador –personagem.

Um estudo do meio pode e deve transcender a disciplina e proporcionar a interdisciplinaridade gerando uma integração e muita construção de conhecimento.

Jacaré albino

Jacaré albino



26 de janeiro de 2017

Aprendendo a esquiar

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15965821_10211610474448255_1380064850463174615_nSabe aquele ditado  que diz  mais ou menos assim “ olham as pingas que bebo, mas não veem os tombos que levo”? Pois é, pensei muito nele na Itália. Especialmente, enquanto subia a montanha calçando botas pesadas de esqui, os sticks e a mochila, tudo isso com temperatura abaixo de 10 graus negativos..cheguei até menos 24 e num dos dias, enfrentei  uma tempestade de neve. Ah, esqueci de mencionar que os pés enterram na neve,  as luvas não te permitem sentir direito os objetos, porém se ousar tirar, elas ficam vermelhas, depois roxas e congelam.

Você não sobe tudo a pé, primeiro você vai de teleférico. Para entrar, você passa com um cartão especial. O bom da alta tecnologia é que o leitor lê o código mesmo que esteja dentro de seu bolso o que é bom porque não há mãos livres para mostrar o cartão. Após esta fase, corre e pega a gôndola….. mas antes, com ela ainda em movimento, você coloca os esquis nos  espaços externos da gôndola. É preciso ser rápido.

A vista é divina, encantadora mesmo. O branco da neve, por vezes  quase azulado, me fez pensar em  comercial de sabão em pó, tudo muito muito mais branco . Observo os pinheiros que resistem ao frio e à neve e reflito sobre os símbolos de Natal.

Aposto que você pensa que chegando ao topo, é só sair esquiando..lindo como nos filmes…desculpe-me..nem tão simples….a sensação de frio aumenta e você caminha, o que para mim é uma eternidade, montanha acima, íngreme, botas pesadas, mão ocupadas e você caminha colina  acima até chegar a uma  esteira que te leva mais acima ainda. Antes de pisar na esteira, coloca os esqui e tenta se equilibrar na esteira durante mais uma eternidade.15965839_1305835209438624_2548391463450241687_n

Wow! Tecnicamente, é bem simples, esquis em formato de pizza para parar, pressão no pé direito para virar à esquerda e pressão do lado esquerdo  para virar à esquerda. Soa fácil? Após muito tombos, você acaba automatizando isso, mas leva pelo menos uns quatro dias para conseguir descer as colinas. Sabe que o pior não é cair,  é levantar, quando você tem pés gigantes e pesados, o chão escorrega e não há no que se apoiar. Nesse momento de cansaço extremo, você olha toda a colina que você ainda tem que descer e pensa: ” Será que não tem outro meio de descer? Assim, tipo skibunda??” Não, não há, o jeito é meter as caras e encarar.

Durante, a escalada eu pensava “ por que estou fazendo isso?” Então, conclui que fiz por mim, pois preferia me arrepender de ter tentado do que de jamais ter me permitido esta experiência e, depois, já  no Brasil  ficar pensando..Ah da próxima vez!..pode não haver próxima vez…..mas também, fiz por meus filhos, tinha que ser consistente com minha filosofia de vida, não podia me acovardar frente ao novo. E lá fui eu….Foi bom, esquiei e curti com filhos e amigos uma semana encantadora.

Confesso, que a experiência foi muito boa, apesar dos hematomas em minhas pernas e  das dores nos músculos, e agradeço por esta oportunidade. Todavia, já que estou fazendo confidências, aproveito para abrir meu coração e dizer que a melhor parte foi ficar no restaurante bebendo jagertee  e comendo apfestrudel.  Por último, questiono por que não ficar num restaurante italiano cercada de boa comida e aquecida,  saindo  ocasionalmente para garantir uma foto, admirar a vista e tocar na neve?15977025_10211610465848040_6186330193139151153_n



18 de outubro de 2016

Medo? Medo de quê?

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Jornal A Tribuna

Jornal A Tribuna

Frente ao medo que os filhos demonstram, muitos pais tendem a menosprezar o sentimento das crianças. Na verdade, especialistas recomendam que os pais confortem com paciência e serenidade. Os medos mais comuns são do escuro, de monstros, de palhaços e do barulho de bolas de gás estourando.

Lembro-me ainda do meu irmão, com muito medo do escuro. Morávamos numa casa onde os interruptores de luz ficavam no alto, longe das mãozinhas das crianças menores. Para completar, é claro que meu pai fazia a campanha: ”Pensam que sou sócio da Light?” E com esse bordão, salas não utilizadas, estavam no escuro. Além disso, morar em casa, sempre é uma aventura, pois há cômodos fechados, portas que batem e madeira que estala. Tudo propiciando e favorecendo o crescimento deste medo. Ao meu irmão, restava contar com a minha boa vontade para acender as luzes. Infelizmente, nem sempre eu era assim solícita.

Por tudo isso que vivi de perto, preocupo-me com as crianças e a superação desses medos. Para auxiliá-las, leio histórias, escuto o que dizem e uso a técnica do Ridículo. Esta técnica, não se trata de ridicularizar a criança ou o medo infundado ou irracional. O objetivo é auxiliar a criança a superar o medo.

Mostro aos alunos a cena do filme Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, onde na aula de defesa contra as Artes das Trevas, o professor ensina o feitiço para superar o medo. Os alunos se divertem e ocasionalmente usam a técnica para superar os medos.

Fica a dica para uso em casa ou na escola:



19 de setembro de 2016

Minha vida de mãe de intercâmbio

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13754564_1470572799635253_2134605786178809080_nQuando esta aventura começou, eu pensei que não conseguiria sobreviver a este ano. Ficar um ano longe do meu filho parecia impensável. Imaginei que sucumbiria em dois meses. Por que um ano? Seis meses seriam mais que suficientes. Ledo engano. Começo a achar que o período deveria ser de dois anos. Acredite em mim, mudei de ideia.

Após meses de documentos, planilhas, testes, entrevistas, o dia da partida chegou.

( veja: http://www.consideracoessobreeducacao.com.br/tecnica-para-nao-chorar-no-aeroporto/ )

Sempre sonhei com uma família grande. Eu era ainda adolescente já me imaginava com quatro filhos, queria uma mesa cheia de gente. Acabei tendo apenas dois, mas o programa de intercâmbio trouxe-me mais filhos. Oficialmente, recebi em minha casa um alemão, um mexicano e duas francesas. Mas, na verdade, meus fins de semana eram repletos de hóspedes fixos e eventuais. Hospedei intercambistas vindos dos mais variados países e distritos: turcos, mexicanos,italianos, tchecos, americanos, dinamarqueses, belgas.. Os vizinhos e amigos diziam que a ONU se reunia em casa.

O objetivo do Programa de Intercâmbio foi plenamente atingido, aprendemos a compreender a cultura de outros países e almejar a Paz no mundo pois criamos laços permanentes em todas as partes do mundo.

Enquanto nossos filhos biológicos estavam em intercâmbio, nós, mães, também vivemos o nosso intercâmbio, inclusive de filhos com o troca-troca de famílias hospedeiras. Definitivamente, foi um ano para aprender que as despedidas fazem parte da vida. Mas, também, criamos laços de amizade no Brasil e no exterior para toda a vida.



31 de março de 2016

A leveza da vida

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A gente aprende a ser alegre?  As pessoas podem aprender a ser felizes?  Alguns coaches afirmam, ouso dizer sem sombra de dúvidas, que é possível aprender a ser  feliz. Esta semana estava dando uma aula na qual discutíamos um texto cujo autor descrevia cinco passos para ser feliz. Em resumo, o autor explica que ele aprendeu a ser feliz. Contou sua história e demonstrou, por exemplos, que teve que treinar para ser feliz diuturnamente.

Então, tudo é uma questão de treinamento? Ainda no texto mencionado, ele defende que em todas as escolhas diárias temos que nos policiar para selecionar o que nos faz felizes. E, vai além do “pense positivamente”. Ele sustenta que temos que pensar leve, tornar o ambiente mais leve e saudável onde quer que estejamos.

Enquanto meditava sobre isso, comecei analisando minha família. Somos uma família que nos auto- nomeamos de maluquinhos, pois estamos sempre brincando uns com outros, provocando, dando sustos, contando coisas engraçadas, enfim aprontando algo com o outro. Se conversamos sério? Claro, temos discussões, às vezes, acaloradas, outras filosóficas. Paramos para discutir sobre coisas que nos aconteceram ou vimos acontecer. Mas, jamais perdemos o bom humor. Sempre estamos prontos para uma boa risada.

Este clima nos acompanha nas redes sociais, nas mensagens e pessoalmente. Por vezes,  nos divertimos só imaginando o que vamos aprontar contra o outro.

Este modo alegre de viver, gera uma atmosfera agradável e suave em casa onde todos interagem continuamente. Muitas vezes, sou questionada por pais sobre o que tem de tão interessante em minha casa que faz com que os filhos queiram tanto ficar em casa. E eu sempre  respondo que é a minha macarronada. A resposta já é em si uma piada ou uma troça, pois cozinhar não está entre meus atributos. Contudo, hoje revelarei o segredo: é o bom humor. Isso mesmo: a alegria dá o tom em casa. Por exemplo, ao invés de gritar: Filho, coloque sua roupa pra lavar!!! Eu pergunto em tom de voz divertido e sussurrado: Filho, a sua coleção de roupa suja deve estar bem grande , hein?  Expresso um sorriso e recebo outro e a confirmação da minha conclusão. E, logo, a roupa surge no cesto. Outra feita, exclamo: Você está semeando roupas pela casa? Olha, acho que a colheita não vai ser boa não..será que vai brotar novas mudas? Ou ainda:Será que vai nascer pé de cappuccino destes copos?

Aprontando no Japão

Aprontando no Japão

E, assim, com alegria vou dando meus recados.  Seria muito audaz de minha parte afirmar que a felicidade e a alegria podem ser ensinadas, ou mesmo se há um treinamento para isso. Todavia, posso garantir que, na minha família e entre as pessoas que convivem em casa, a Sra Alegria está sempre presente. Ainda, vou além,  não sei se a razão é  genética ou  por força de treinamento, mas sei que onde quer que estejam, meus filhos levam junto com eles o bom humor e a alegria conquistando as pessoas e com certeza, garantindo dias melhores para todos.

O seu lar também pode ser assim. Só depende de você dar o primeiro passo.

 



12 de janeiro de 2016

Venha comigo.. a bordo

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Quer aprender a fazer escolhas difíceis? Venha a bordo do Crystal Symphony. A dúvida começa entre  passar uma temporada lendo ou fazendo um curso. Você levanta, olha para aquela vista de tirar o fôlego, toma o café da manhã dos deuses e aí  seus problemas começam  porque a escolha é bem difícil de fazer: ler numa biblioteca maravilhosa, fazer um curso na sala de IT com computadores de última geração da Apple, nadar, pegar um sol?  Tá bom, talvez você prefira um bom filme numa sala de cinema—sim de CINEMA – nada de home theater.

E após o almoço? Que tal relaxar num spa com direito a tratamento corporal, facial ou massagens?

Todas estas possibilidades e muito mais, você encontra a bordo do Crystal Symphony.  Um navio elegante e ao mesmo tempo aconchegante com uma tripulação que parece ter o dom de ler seus pensamentos. Todos muito simpáticos, falando várias línguas, sorridentes e prontos para proporcionar o que há de melhor em entretenimento.

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Rolinho de lagosta

E a gastronomia? Definitivamente, nem pensar em regime. Os restaurantes são acolhedores e com uma atmosfera agradável. Além dos restaurantes, há também o bistrô, bares e a área da piscina com lanches rápidos tão bem organizados que parecem ser meramente decorativos. O cardápio oscila entre o clássico e o moderno no Crystal Restaurant bem como a decoração sofisticada e agradável.

A rotina não faz parte desta estadia. O Sushi Restaurant oferece o que há de melhor na cozinha japonesa num ambiente tematizado. Todavia, se você preferir um jantar italiano com tudo o que o Mediterrâneo pode oferecer, não pode deixar de jantar no PREGO.

Não se desespere com o aumento de peso, pois a academia pode ajudá-lo a queimar calorias..

Com todas estas qualidades,  é compreensível que alguns passageiros optem por viver no navio. Sim, é isso mesmo. Fazem dele o seu lar permanente. Já se imaginou morando num navio? Pense nas vantagens. As cabines têm todo o conforto que seu quarto teria como WIFI, televisão,  DVD player , bebidas, uma cama super confortável  para garantir seu sono tranquilo e, também uma varanda privativa com uma deslumbrante e totalmente nova vista todos os dias.Você não precisa enfrentar estradas nem aeroportos. Desce do navio, passeia e retorna para seu confortável lar sem atropelos.

A noite, a dúvida cruel instala-se novamente entre assistir ao show no Hollywwod Theater, explorar as lojas ou arriscar uma aposta no Cassino.

Se nenhuma dessas opções  lhe  interessar, refugie-se em um dos decks ou na varanda privativa e usufrua da vista acompanhado de um bom vinho. Um momento único para relaxar ou meditar.

Após este período paradisíaco, você com certeza aprendeu a fazer escolhas, mas caso isso não tenha acontecido ainda, continue singrando mundo afora ou, em 2017, venha explorar o Rio Amazonas a bordo desta inesquecível experiência.

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Biblioteca do navio

 



27 de setembro de 2015

Aprender uma língua sozinho? É possível?

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Há várias teorias que defendem que  no desenvolvimento da pessoa estão presentes duas linhas de desenvolvimento que se entrecruzam: o desenvolvimento biológico (ou natural) e o desenvolvimento cultural. Isso significa que o  ser humano  constitui-se através das relações sociais e pela ação do trabalho. Vygotsky  salientava que o modo de pensar e agir do sujeito desenvolve-se a partir das interações sociais e culturais que ele estabelece com o meio que o cerca.

Hoje há um consenso que, quanto mais a criança tiver condições de estabelecer interações com o outro, com o seu entorno físico e sociocultural, maior será seu potencial de desenvolvimento e aprendizagem.

Todo este preâmbulo serve apenas para demonstrar que para aprender uma língua é necessário haver comunicação logo, interação. Entretanto, há algumas coisas que podemos fazer para melhorar  e aprofundar o conhecimento:

  1. Leitura de revistas e textos em geral: este hábito  amplia o vocabulário e ajuda a pensar em língua estrangeira, sem mencionar a questão cultural e o modus vivendi. Uma língua só existe agregada ao seu contexto sócio-cultural.
  2. Música: ouvir música desenvolve a percepção sobre  o ritmo das frases, pronúncia e  vocabulário.
  3. Filmes com som e legenda desenvolve a habilidade de compreensão auditiva e  colabora para a memorização de novas expressões.

O importante é o contato constante. Costumo dizer aos meus alunos que é necessário estudar todos os dias pelo menos por dez minutos.

Seguindo meus próprios conselhos já sou capaz de traçar um grande diálogo em alemão:

- Gute Nacht!

-Danke!

Ou:

-Essem auf dem tisch.

-Danke.

Ou ainda:

-Für dich

Ah, tem mais uma:

-Ish bin zuhause.

Bem, não é muito grande, mas tem sido um aprendizado muito agradável!

 

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3 de junho de 2015

Séries de tv em sala de aula

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Downton-Abbey-funcionarios-1-temporadaJá ouviu alguém dizendo que “os alunos  não são mais como eram antigamente”. Claro que não são, pois as pessoas mudam e plagiando o título de um filme antigo..” E assim caminha a humanidade…todos mudamos, logo nem os alunos, nem os professores e, portanto, nem a escola, continua igual. Crianças e adolescentes não sustentam  o foco de forma semelhante ao dos adultos, então como mantê-los interessados na aula?

Partindo desta ideia, atribuí uma tarefa a cada grupo: observar vestimenta, trabalhos realizados e vida social. Com o foco em mente, mostrei uma  cena do Downton  Abbey. A série se passa em sua maior parte em uma propriedade fictícia, localizada em Yorkshire, chamada Downton Abbey e segue os Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados, no início do século XX, a partir de 1912. A  audiência é considerada alta para uma série de época e recebeu diversos prêmios e indicações desde a sua primeira temporada. Tornou-se a série de época britânica de maior sucesso desde Brideshead Revisited, de 1981, e entrou no Livro Guinness dos Recordes de 2011 como o “programa de televisão em língua inglesa mais aclamado pela crítica ( ref. Wikipedia). Discutimos a cena  comparando o estilo de vida da época com o atual e um pouco de gramática com o uso de used to.

Numa outra etapa, discutimos sobre nomofobia.  Nomofobia vem de NO MOBILE e  é o termo usado para descrever a fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável estando em algum lugar sem seu aparelho de celular ou qualquer outro telemóvel.

Cada aluno foi dizendo como se sente sem tecnologia e internet. Discutimos o uso em áreas públicas incluindo riscos de furtos e à própria vida devido à acidentes causados pela distração.

A seguir, mostrei uma cena  de The Walking Dead, a série que é uma febre entre o público jovem.A sinopse descreve  um Apocalipse que provoca uma infestação de zumbis na cidade de Cynthiana, em Kentucky, nos Estados Unidos, e o oficial de polícia Rick Grimes (Andrew Lincoln) descobre que os mortos-vivos estão se propagando progressivamente. Ele decide unir-se aos homens e mulheres sobreviventes para que tenham mais força para combater o fenômeno que os atinge. O grupo percorre diferentes lugares em busca de soluções para o problema.

Concluímos que  filmes de zumbis, vampiros e  novas sociedades ( como as séries Divergente, Maze Runner  ou Jogos Vorazes)  fazem sucesso porque dão sentido a este mundo contraditório que por um lado avança  em tecnologia,  mas, simultaneamente,  desfaz ou quebra as  relações humanas apesar da constante conexão virtual. Neste contexto, a solidão profunda alia-se a deterioração ecológica num mundo onde a degradação humana e ética evidenciam-se.

Objetivos alcançados: alunos refletindo sobre a vida e interessados.

links:

https://www.youtube.com/watch?v=G_pgndlBfRc

 

 

 



17 de maio de 2015

Remédio com tarja branca

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isaac newtonPânico, Depressão, Melancolia, Ansiedade, Bulimia e tantos outros monstros nos rodeiam mais e mais a cada dia dentro das escolas. O mundo está doente de escassez de tempo. Como bem retrata o filme Tarja Branca, está faltando O BRINCAR em nossas vidas.

As crianças tornaram-se mini executivos. Os pais são cobrados pelos outros pais: Como assim? Ainda não faz inglês, nem tem aulas de tecnologia? Tem que praticar  esportes! E as escolas também são cobradas: só isso de lição de casa? A escola não é boa! Há páginas em branco na apostila!

Cada vez mais vejo alunos chegando às 7 da manhã na escola e saindo às 19. Tempos modernos onde ficar na escola parece ser a melhor solução. E, neste ritmo alucinado, cada vez mais vemos crianças estressadas, depressivas com transtornos claros  causados por exaustão.

Já que o período integral é um mal necessário, que possamos, pelo menos, reproduzir os momentos de descanso que usufruiriam em casa: televisão, liberdade, flexibilidade de horários e brincadeiras livres. A hora da brincadeira dirigida poderia ser deixada para o período de aulas. Como é mencionado no filme TARJA BRANCA   - a revolução que faltava “Ocupar a criança o tempo inteiro é um massacre.”

Tornamos nossa própria vida massacrante. Como professora, percebi que temo ver os alunos desocupados e estou sempre preenchendo o tempo deles e o meu com atividades. Esquecemo-nos que o ócio também é criativo! O cérebro precisa de tempo para administrar o conhecimento e devolvê-lo criativamente.

Frente a tudo isso, achei melhor voltar à minha infância. Não que eu deteste tecnologia. Ao contrário, uso muito os vários recursos em minhas aulas, porém paralelamente, tenho desenvolvido outras atividades. Por exemplo, para reforçar o alfabeto em inglês ensinei meus alunos a pular corda. Não pense que foi fácil. Eles nunca haviam pulado corda na vida e já estavam com oito anos.  Gradativamente, fui ensinando a pular e a rodar a corda enquanto falávamos o alfabeto em inglês. A coordenação foi melhorando tanto para rodar e pular como trabalhar em equipe. Ao invés de contar, falávamos o alfabeto. Chegar à letra Z foi a coroação do nosso trabalho semestral. Para mim, foi contagiante ouvir os alunos chegando à escola e perguntando se íamos pular corda.

Somos uma sociedade faminta de tempo de livre. Ouso dizer que tememos o tempo livre. Sugiro que comece devagar. Dê a si mesmo o direito a ficar alguns minutos sem nada para fazer. Lembre-se que Isaac Newton estava à sombra de uma árvore quando começou a elaborar a teoria da gravidade.

Link para o filme: http://www.videocamp.com/video/tarja-branca/



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MalévolaervasEscola de princesasescolas bilinguesescolas públicasescorregadorescreverEspecialistasespiritismoesquiarestação de skiestacionar no conhecimentoestudando em casaestudarestudo do meioestudosEurekaexamesexchangeexemplosexercitarexpectativa de professoresexperiênciasExperimento de Rosenthalfalar com meninosfalta de tempofamíliafasesfatores motivacionaisfaxinaFEIfeijãofeijoadafeijõesfelicidadefériasFernando TorquatoferrofestaFGVficando independentefichasfilho pródigofilhosfilhos crescemfilhos e filhasfilhos e trabalhofilhos oufilhos saindo de casafilosofarfilosofiafim de anofinançasflashcardsflor azulfocofomeformigasfórmulasfrases para viagemfrustraçõesfurãogaleriagangorragarantido e caprichosoGardnerGato de CheshireGBgeléiagenéticageografiagestaçãogestão de pessoasgol begeGolemanGordon ShawgravidezgritosguaranáguardaGuimarães RosaGustavo Cerbasihábitoshábitos brasileiroshackerHarrodsHarry PotterHeidelbergHelen BuckleyHérculeshistóriahistória das pedrashistória em quadrinhoshistória recentehistórias de frustraçõesHofbrauhaushomenagemhora de dormirIçami TibaicebreakerimigraçãoimitaçãoimpostosimpulsoinclusãoinconscienteindigoinfânciainflaçãoInglaterrainsightinstintoInsurgenteinteligência emocionalintercâmbiointercâmbio em casaintercambistasinterdisciplinaridade.internetinvejainvestigaçãoirmãosIsaac NewtonItaimbezinhoItáliaJapãojardinagemJay AsherJeffersonianjogo de memóriajogos na educaçãojovenslanche saudávellanches escolareslaranjalatimleiituraleituralembranças da infâncialenda do porco espinholerLewis CarrollLi WEElição de casaliçõeslições para sempreLifelimiteslíngua estrangeiralinguagem de criançalinguagem familiarlivro e filmelivrosLondresLondres em um dialsaber erLuiz Alca de Sant`Annaluzes de natalM&Mmaçã azulmãemãe e filhamãesmais ou menosmalasmandalasmaniasmaquiagemmariposamassaMatemáticamaterial escolarmau olhadomedomedo de crescermedo de mãemedo de voarmemóriaMemorial do Holocaustomemorizarmeninos emeninasmensagens genéricasmentes criadorasMergulhomesencéfalometasmeteorosmétodo fônicométodos para aprender línguasMetrôMiamimiolomissão cumpridamitosmitos alimentaresmodamoedamotivando os filhosmotivating studentsmovimento escoteiroMozartmudançasmulheresmultilinguasmundo realMuniquemuromúsculosmuseuMuseu da Farmáciamúsica de fundonascerNatalnavionetflixneurologistasNeuschwansteinnighty nightninho vazioNomofobianotas baixasnotas escolaresnova línguanova ortografiaNova Yorknúmeroso que as mulheres queremo que queremOABobediênciaobras sociaisobrigações dos paisonlineONUOração de São Franciscoordem das coisasorganizaçãoorganização de tempoos 13 porquêsotimismooutonoovelha negraovopaispais e filhospalavraspalavras mágicaspãopapéispapo de mulherpapo modernoparábolasparquepassarinhopasseiopassos da elaboração de uma questãopassos de uma aulaPaulo CoelhoPaulo Freirepedraspenetrapensarperguntasperguntas na escolha da escolaperigospersonalidadepés de feijãopesquisasPeter Panpinoplanejamentosplanilhaplateaupoderpolegarespontualidadepop-up dispenserPortugalPprofissãoprancha de surfprazerprazospreconceitoprenúnciospresentepresentespresntepressaprimeiro dia de aulaprioridadesprojetoprovasprovérbio portuguêspsicólogosPuccapular corda.pulseiraquarto de adolescentesquartosQuestões do coraçãoquestões em brancoranzinzarecados para uma filha; revelaçõesreceitareceitas de boloredaçãoredaçõesredes sociaisreforço positivorelacionamentosremédioresiliênciareunião de condomínioreunião de paisreunião pedagógica; Tarja Brancarevelaçõesrevisão de provaridículoritalinaRobert WongRoberto Shinyashikirodarolinho de lagostarotinarótulosruasala de esperasaudadesaudadessaúdeSavernesconesseduçãoseguradorasegurança na saída da escolaseleçãosemáforosementesSempre nas nuvenssentimentossentimentos negativosser felizsérieséries de tvsete anõesShawsilábicosimplicidadeskiarskypeslacklinesmatphonessolidariedadesonhossouvenirsSteve JobsStrasbourgsubwaysucessosuper proteçãoTaiwantamanho.bijuteriastarefa dos paistarefasTarja BrancaTDATDAHTEAtécnica para vencer o medotécnicas de aprendizagemtécnicas de despedidatecnologiatempotempo livretempo voaTerezinha Riosterrateste de aptidãotestestexto criativotextos perdidos.The Bilingualism ReaderThe walking deadtimidezTOCTony Bellottotopo da montanhatortastrabalhandotrabalho do professortrabalho em grupotrabalhos escolarestreinamentotreinamento para alegriatreinotrematributotrigotristezastudo passatvuma família grandeundergroundvantagemvantagens de ser bilingueVencendo o TDAHvencer o medoventiladorverbas.verdevermelhovestibular. estudarviagemviagem a Londesviajarvidavida de mulhervideo classvinagreviolãoviolênciaviolinovirusvisãovítimavivovooWashington Olivettowhat´s appwow

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