Considerações sobre a Educação » Destaque

 CONSIDERAÇÕES SOBRE   EDUCAÇÃO

27 de junho de 2018

3 dicas para desenvolver empatia

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Que o hábito da leitura é super saudável, ninguém discute, mas ler ficção vale? É uma questão interessante.

WhatsApp Image 2018-02-08 at 10.12.04 PMNeurocientistas descobriram e publicaram na revista científica Science que, quem tem o hábito de ler livros de ficção, aumenta a empatia e a compreensão com outras pessoas.  A razão disso é muito simples porque para compreender os personagens e os conflitos das histórias é preciso sentir empatia por eles.

Para as crianças pequenas, ler histórias com animais também é uma maneira de treinar e desenvolver esta competência. Além disso, há jogos tipo RPG que melhoram a empatia uma vez que o jogador é um dos personagens em situações conflitos.

Ultimamente, tenho dedicado algum tempo para a leitura de Outlander e acreditava que seria uma leitura para preencher o horário ocioso. Entretanto, além de aprender muito sobre História, percebo que de fato me coloco no lugar das personagens e compartilho das mesmas emoções. Por isso, mesmo depois as crianças já são capazes de ler, seria interessante se os pais e professores mantivessem o hábito de ler em voz alta. Além de ser muito bom ouvir uma história, também se aprende a ler e dar a devida entonação à leitura.

Logo, mãos à obra, ou melhor, olhos à obra!

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22 de novembro de 2017

Dia de Ação de Graças ou Thanksgiving

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pega varetasPrimeiro feriado americano, é fonte de muitas atividades nas escolas bilíngues. Trabalhamos história e geografia para contar a origem do feriado, artes com trabalhos manuais característicos da data, religião, alimentação, tradição e cultura.

Em meio à organização dessas atividades, deparei-me com uma que me encantou. Utilizando aquele jogo de pega-varetas, cada cor corresponde a um agradecimento. Assim, praticamos:

Em inglês, I´m grateful for ou em português, Sou grato por ou agradeço por, falado de acordo com a cor da vareta  retirada com sucesso.

Cada cor significa alguma coisa (tem essa lista básica, mas você pode mudar):

Vermelho: Pessoas que você é grato por

Laranja: Você é grato por qual lugar

Verde: Por qual comida você é grato

Azul: Por qual “coisa” (material) você é grato

Roxo: Você é grato por

Adorei esta ideia retirada do https://teachbesideme.com/.

Além de ser usado em sala de aula, acho muito útil para jogar em família por muitas razões:

- praticamos a gratidão;

-ensinamos gratidão;

-jogamos em família;

-compartilhamos alguns momentos sem celulares.

Um oferecimento:

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27 de setembro de 2017

7 dicas para aprender um idioma:

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Muito tem sido dito sobre como estudar inglês ou qualquer outra língua, por isso com mais de 30 anos de experiência no ensino de línguas, vou sumarizar para você:

  1.  10 minutes a day: estude 10 minutos todo dia. Coloque em sua agenda assim que acordar e dedique esse tempo para rever vocabulário ou regras gramaticais.
  2.   Brain erasing: estudar e ir dormir não é uma boa ideia, pois seu cérebro pode apagar o qeu foi estudado. Estudar todo o dia significa rever o que foi estudado pelo menos umas duas vezes ao dia. O cérebro precisa ver o mesmo tema mais de duas vezes para entender que aquela informação é importante e retê-la.
  3.   Filmes: assistir filmes ou trailers com ou sem subtitles melhorará seu listening.
  4.   Markers: use canetas marca texto, visualmente te ajudarão a compreender e memorizar.
  5.   Escreva listas: faça suas listas, escreva. Quando escrevemos, o trabalho motor ajuda o cérebro a gravar a informação. Não está provado ainda que o mesmo fenômeno ocorra ao digitar.
  6.   Música: há vários sites com música que oferecem inclusive exercícios. Aproveite os vídeo clips com as letras para melhorar vocabulário e ritmo.
  7. Mascar chiclete: não está comprovado cientificamente, mas vendo este vídeo pode te ajudar pelo menos a melhorar a habilidade de  listening:    https://www.youtube.com/watch?v=QC5JnGC-pQA
  • Um oferecimento:      11048654_386381421557484_1153647557018743645_n (1)

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31 de julho de 2017

Pokemon e a aposentadoria

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pokemon

Pokemon Go..e muitos acompanham e vão..Volta à infância? Falta do que fazer? Perigoso? Golpe para pesquisar  e adentrar nossas casas? Bem, se esta teoria for correta, estou f…. porque meu quarto, por algum motivo que desconheço é um lugar muito aprazível para pokemons.  Acreditem, já acordei com minha filha sentada na minha cama com o celular na mão no meio da madrugada. O que ela fazia? Caçava pokemons raros??!!!!! Como assim, estou cercada, nem no meu quarto tenho paz?? Estarei sendo vigiada?? Meu George Foreman é outra área muito adorada pelos bichinhos das pokebolas. Segundo me explicaram é o quadrilátero em que meu apartamento está localizado. Estou até pensando se posso ganhar um dinheirinho negociando esses pokemons alojados em casa.

O lado bom é que minha filha antes sedentária, agora anda  muito a pé ou de bicicleta e segundo ela, fez muitos amigos. De fato, vejo famílias inteiras saindo juntas em caça dos pokemons, logo o jogo está proporcionando exercícios e momentos em família.

Claro, que tudo tem seu lado positivo e negativo como pessoas tendo seus celulares roubados,  sendo atropelados em meio a batalhas ou caçadas ou mesmo deixando de estudar ou trabalhar para duelar.

Porém, voltando ao lado positivo. Minha filha conheceu vários idosos participando ativamente dos jogos, pegando ônibus para ir atrás das pokestops ou ginásios, dançando de felicidade ao caçar um pokemon raro e mandando os netinhos correrem na frente para pedir que o grupo de jovens espere por eles para iniciar a batalha.

E eu que achava que faria tricô, crochê ou bordado quando me aposentasse, começo a me preocupar, pois   com as artes manuais eu ainda quebro um galho, mas jogar pokemon??? O que será de mim na velhice. Ficarei no ostracismo??



10 de julho de 2017

Cãominhada ou aerominhada?

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Cãominhada  ou aerominhada?

Caminhando pela avenida da praia juntamente com vários cães, cachorrinhos e cachorrões num evento tipicamente canino, lembrei-me de uma cachorrinha que provavelmente inspirada pelo filme SEMPRE AO SEU LADO,  resolveu  que ficar longe da sua família era algo impossível e impensável.

A família também não queria ficar afastada de sua querida PUCCA, por isso ao optar por viver em Israel, tomaram todas as precauções e seguiram todas as exigências  das companhias aéreas para que ela os acompanhasse na viagem  dentro da cabine, junte aos familiares, embora adormecida.

A primeira parte da viagem São Paulo Istambul, foi tranquila,  Pucca dormiu como um anjo, bem próxima da família. Entretanto,  houve troca de aeronave para  Tel Aviv  e aí não permitiram que ela continuasse acompanhando a família.Foi obrigada a ir no transporte de carga. É verdade, barrada no embarque. Muitos intérpretes, muita discussão, muitos artigos de lei mencionados e formulários apresentados, mas sem sucesso. Pucca  teve que ir para o compartimento de carga.

O que a companhia não sabia, é que não se separa uma família. E Pucca, não admitiu a separação. Mesmo sendo sedada, não se conformou. Ninguém segura um cãozinho obstinado.

A família inquieta em seus assentos começou a ouvir os latidos de Pucca e tinham a nítida sensação de que era ela  se movimentando no compartimento de carga. As aeromoças garantiram que não era possível, além de estar adormecida ainda estava na casinha própria para o transporte.

Angústia geral para todos. Viagem longa quase interminável…… dois séculos separaram   as duas cidades…sem pleonasmo, podem entrevistar a família. Certamente, responderão que, ao invés de aproximadamente duas horas, levaram 200 anos.

Finalmente, aterrissaram e com certeza os olhos e o coração da família desembarcaram primeiro e rapidamente buscando  encontrar Pucca. Esperar….esperar ………..todas as malas foram entregues e nada da Pucca aparecer, Até que surgem  dois seguranças  cercando  uma  oficial com uma cachorrinha  fofinha como algodão   no colo, porém não era branquinha. Na verdade, estava pretinha de tanta sujeira  do compartimento de carga e, parecia muito arredia ou  rebelde reclamando muito pela separação. Pucca não só se soltara como andara tanto no compartimento que deve ter  deixado  tudo limpinho. Em contrapartida, Pucca parecia ter trocado de cor!!! Deve ter dado  um trabalhão para apanhá-la.

Ah, o que não se faz para ficar junto à família.  E o trauma? Bem, se houve trauma não sei, mas  sei que hoje em dia ela já está  fluente em Hebraico.

 

 



8 de maio de 2017

Filosofando no estudo do meio

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Acredito que escolas não devem fazer passeios ou excursões sem um objetivo bem definido e uma proposta pedagógica embasando a saída da escola. Mesmo com tudo isso, há sempre elementos surpresa que surgem onde menos se espera.

Ao acompanhar alunos e professores de ciências ao Aquário de São Paulo, deparamo-nos com um jacaré albino isolado dos outros. A monitora nos explicou que ele fica separado porque não pode pegar sol e como o teto do outro recinto é aberto, ele tem que ficar neste outro isolado, mas sem sol.

Fique um bom tempo admirando o jacaré e perguntava aos alunos que por ali passavam:

- Vocês não acham que ele se sente só?

-Será justo, só porque ele é diferente?

- Como você se sentiria?

-É um caso de bullying?

Fui fazendo essas perguntas para despertar nos alunos alguns sentimentos. Gradativamente, fui colocando-os no lugar do animal. E ajudando-os a pensar em como seria viver assim isolado. Deixei-os  pensando no assunto enquanto tiravam fotos.

De volta à escola, este foi  um tema a ser trabalhado na aula de redação. Foi aberta uma discussão sobre a questão da  solidão e da inclusão.  Fizemos uma transposição para nossa  vida  cotidiana para só depois apresentar a proposta da criação do texto. Os alunos poderiam criar uma fábula ou uma história  contada pelo jacaré albino na posição de narrador –personagem.

Um estudo do meio pode e deve transcender a disciplina e proporcionar a interdisciplinaridade gerando uma integração e muita construção de conhecimento.

Jacaré albino

Jacaré albino



26 de janeiro de 2017

Aprendendo a esquiar

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15965821_10211610474448255_1380064850463174615_nSabe aquele ditado  que diz  mais ou menos assim “ olham as pingas que bebo, mas não veem os tombos que levo”? Pois é, pensei muito nele na Itália. Especialmente, enquanto subia a montanha calçando botas pesadas de esqui, os sticks e a mochila, tudo isso com temperatura abaixo de 10 graus negativos..cheguei até menos 24 e num dos dias, enfrentei  uma tempestade de neve. Ah, esqueci de mencionar que os pés enterram na neve,  as luvas não te permitem sentir direito os objetos, porém se ousar tirar, elas ficam vermelhas, depois roxas e congelam.

Você não sobe tudo a pé, primeiro você vai de teleférico. Para entrar, você passa com um cartão especial. O bom da alta tecnologia é que o leitor lê o código mesmo que esteja dentro de seu bolso o que é bom porque não há mãos livres para mostrar o cartão. Após esta fase, corre e pega a gôndola….. mas antes, com ela ainda em movimento, você coloca os esquis nos  espaços externos da gôndola. É preciso ser rápido.

A vista é divina, encantadora mesmo. O branco da neve, por vezes  quase azulado, me fez pensar em  comercial de sabão em pó, tudo muito muito mais branco . Observo os pinheiros que resistem ao frio e à neve e reflito sobre os símbolos de Natal.

Aposto que você pensa que chegando ao topo, é só sair esquiando..lindo como nos filmes…desculpe-me..nem tão simples….a sensação de frio aumenta e você caminha, o que para mim é uma eternidade, montanha acima, íngreme, botas pesadas, mão ocupadas e você caminha colina  acima até chegar a uma  esteira que te leva mais acima ainda. Antes de pisar na esteira, coloca os esqui e tenta se equilibrar na esteira durante mais uma eternidade.15965839_1305835209438624_2548391463450241687_n

Wow! Tecnicamente, é bem simples, esquis em formato de pizza para parar, pressão no pé direito para virar à esquerda e pressão do lado esquerdo  para virar à esquerda. Soa fácil? Após muito tombos, você acaba automatizando isso, mas leva pelo menos uns quatro dias para conseguir descer as colinas. Sabe que o pior não é cair,  é levantar, quando você tem pés gigantes e pesados, o chão escorrega e não há no que se apoiar. Nesse momento de cansaço extremo, você olha toda a colina que você ainda tem que descer e pensa: ” Será que não tem outro meio de descer? Assim, tipo skibunda??” Não, não há, o jeito é meter as caras e encarar.

Durante, a escalada eu pensava “ por que estou fazendo isso?” Então, conclui que fiz por mim, pois preferia me arrepender de ter tentado do que de jamais ter me permitido esta experiência e, depois, já  no Brasil  ficar pensando..Ah da próxima vez!..pode não haver próxima vez…..mas também, fiz por meus filhos, tinha que ser consistente com minha filosofia de vida, não podia me acovardar frente ao novo. E lá fui eu….Foi bom, esquiei e curti com filhos e amigos uma semana encantadora.

Confesso, que a experiência foi muito boa, apesar dos hematomas em minhas pernas e  das dores nos músculos, e agradeço por esta oportunidade. Todavia, já que estou fazendo confidências, aproveito para abrir meu coração e dizer que a melhor parte foi ficar no restaurante bebendo jagertee  e comendo apfestrudel.  Por último, questiono por que não ficar num restaurante italiano cercada de boa comida e aquecida,  saindo  ocasionalmente para garantir uma foto, admirar a vista e tocar na neve?15977025_10211610465848040_6186330193139151153_n



18 de outubro de 2016

Medo? Medo de quê?

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Jornal A Tribuna

Jornal A Tribuna

Frente ao medo que os filhos demonstram, muitos pais tendem a menosprezar o sentimento das crianças. Na verdade, especialistas recomendam que os pais confortem com paciência e serenidade. Os medos mais comuns são do escuro, de monstros, de palhaços e do barulho de bolas de gás estourando.

Lembro-me ainda do meu irmão, com muito medo do escuro. Morávamos numa casa onde os interruptores de luz ficavam no alto, longe das mãozinhas das crianças menores. Para completar, é claro que meu pai fazia a campanha: ”Pensam que sou sócio da Light?” E com esse bordão, salas não utilizadas, estavam no escuro. Além disso, morar em casa, sempre é uma aventura, pois há cômodos fechados, portas que batem e madeira que estala. Tudo propiciando e favorecendo o crescimento deste medo. Ao meu irmão, restava contar com a minha boa vontade para acender as luzes. Infelizmente, nem sempre eu era assim solícita.

Por tudo isso que vivi de perto, preocupo-me com as crianças e a superação desses medos. Para auxiliá-las, leio histórias, escuto o que dizem e uso a técnica do Ridículo. Esta técnica, não se trata de ridicularizar a criança ou o medo infundado ou irracional. O objetivo é auxiliar a criança a superar o medo.

Mostro aos alunos a cena do filme Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, onde na aula de defesa contra as Artes das Trevas, o professor ensina o feitiço para superar o medo. Os alunos se divertem e ocasionalmente usam a técnica para superar os medos.

Fica a dica para uso em casa ou na escola:



19 de setembro de 2016

Minha vida de mãe de intercâmbio

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13754564_1470572799635253_2134605786178809080_nQuando esta aventura começou, eu pensei que não conseguiria sobreviver a este ano. Ficar um ano longe do meu filho parecia impensável. Imaginei que sucumbiria em dois meses. Por que um ano? Seis meses seriam mais que suficientes. Ledo engano. Começo a achar que o período deveria ser de dois anos. Acredite em mim, mudei de ideia.

Após meses de documentos, planilhas, testes, entrevistas, o dia da partida chegou.

( veja: http://www.consideracoessobreeducacao.com.br/tecnica-para-nao-chorar-no-aeroporto/ )

Sempre sonhei com uma família grande. Eu era ainda adolescente já me imaginava com quatro filhos, queria uma mesa cheia de gente. Acabei tendo apenas dois, mas o programa de intercâmbio trouxe-me mais filhos. Oficialmente, recebi em minha casa um alemão, um mexicano e duas francesas. Mas, na verdade, meus fins de semana eram repletos de hóspedes fixos e eventuais. Hospedei intercambistas vindos dos mais variados países e distritos: turcos, mexicanos,italianos, tchecos, americanos, dinamarqueses, belgas.. Os vizinhos e amigos diziam que a ONU se reunia em casa.

O objetivo do Programa de Intercâmbio foi plenamente atingido, aprendemos a compreender a cultura de outros países e almejar a Paz no mundo pois criamos laços permanentes em todas as partes do mundo.

Enquanto nossos filhos biológicos estavam em intercâmbio, nós, mães, também vivemos o nosso intercâmbio, inclusive de filhos com o troca-troca de famílias hospedeiras. Definitivamente, foi um ano para aprender que as despedidas fazem parte da vida. Mas, também, criamos laços de amizade no Brasil e no exterior para toda a vida.



31 de março de 2016

A leveza da vida

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A gente aprende a ser alegre?  As pessoas podem aprender a ser felizes?  Alguns coaches afirmam, ouso dizer sem sombra de dúvidas, que é possível aprender a ser  feliz. Esta semana estava dando uma aula na qual discutíamos um texto cujo autor descrevia cinco passos para ser feliz. Em resumo, o autor explica que ele aprendeu a ser feliz. Contou sua história e demonstrou, por exemplos, que teve que treinar para ser feliz diuturnamente.

Então, tudo é uma questão de treinamento? Ainda no texto mencionado, ele defende que em todas as escolhas diárias temos que nos policiar para selecionar o que nos faz felizes. E, vai além do “pense positivamente”. Ele sustenta que temos que pensar leve, tornar o ambiente mais leve e saudável onde quer que estejamos.

Enquanto meditava sobre isso, comecei analisando minha família. Somos uma família que nos auto- nomeamos de maluquinhos, pois estamos sempre brincando uns com outros, provocando, dando sustos, contando coisas engraçadas, enfim aprontando algo com o outro. Se conversamos sério? Claro, temos discussões, às vezes, acaloradas, outras filosóficas. Paramos para discutir sobre coisas que nos aconteceram ou vimos acontecer. Mas, jamais perdemos o bom humor. Sempre estamos prontos para uma boa risada.

Este clima nos acompanha nas redes sociais, nas mensagens e pessoalmente. Por vezes,  nos divertimos só imaginando o que vamos aprontar contra o outro.

Este modo alegre de viver, gera uma atmosfera agradável e suave em casa onde todos interagem continuamente. Muitas vezes, sou questionada por pais sobre o que tem de tão interessante em minha casa que faz com que os filhos queiram tanto ficar em casa. E eu sempre  respondo que é a minha macarronada. A resposta já é em si uma piada ou uma troça, pois cozinhar não está entre meus atributos. Contudo, hoje revelarei o segredo: é o bom humor. Isso mesmo: a alegria dá o tom em casa. Por exemplo, ao invés de gritar: Filho, coloque sua roupa pra lavar!!! Eu pergunto em tom de voz divertido e sussurrado: Filho, a sua coleção de roupa suja deve estar bem grande , hein?  Expresso um sorriso e recebo outro e a confirmação da minha conclusão. E, logo, a roupa surge no cesto. Outra feita, exclamo: Você está semeando roupas pela casa? Olha, acho que a colheita não vai ser boa não..será que vai brotar novas mudas? Ou ainda:Será que vai nascer pé de cappuccino destes copos?

Aprontando no Japão

Aprontando no Japão

E, assim, com alegria vou dando meus recados.  Seria muito audaz de minha parte afirmar que a felicidade e a alegria podem ser ensinadas, ou mesmo se há um treinamento para isso. Todavia, posso garantir que, na minha família e entre as pessoas que convivem em casa, a Sra Alegria está sempre presente. Ainda, vou além,  não sei se a razão é  genética ou  por força de treinamento, mas sei que onde quer que estejam, meus filhos levam junto com eles o bom humor e a alegria conquistando as pessoas e com certeza, garantindo dias melhores para todos.

O seu lar também pode ser assim. Só depende de você dar o primeiro passo.

 



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